please, stay with me.
terça-feira, 20 de março de 2012
o amor é uma bosta. pode-te fazer a pessoa mais feliz
do mundo, e pode fuder com tudo a tua vida. o amor que faz bem? o
correspondido. o amor que faz mal? bom, esses são vários. o não correspondido,
que te faz sofrer por uma pessoa que não te dá a mínima atenção, que não liga
para os teus sentimentos, tu és simplesmente mais uma pessoa no mundo para quem
tu amas. o amor à distância, que é o amor que ás vezes é correspondido, mas a
pessoa mora longe e tu não tens como vê-la, não podes abraça-la, não podes
beija-la, não podes senti-la. há também aquele amor em que as duas pessoas se
amam, mas não têm coragem de assumir e não tomam uma atitude. daí, tu ficas
naquela "será que ele(a) também gosta de mim?". e um dos piores é quando tu te
apaixonas por uma pessoa que nem o teu nome sabe e nem imagina que tu existes,
aquele amor que tu tens pelo teu ídolo? pois é. há pessoas que se apaixonam de
verdade e o pior é que a pessoa nem sabe da sua existência. o problema são as
pessoas que ficam a dizer "tu tens que esquece-lo(a), tu nunca terás
oportunidades." isso é realmente foda.
domingo, 18 de março de 2012
1 nova mensagem. apesar de se ter passado um mês e eu
estar acostumada a receber mensagens tuas a toda a hora, o meu coração ainda
dispara quando o telemóvel faz qualquer barulho suspeito, o telemóvel agora é
um dos meus melhores amigos, ele não me sai das mãos, e eu estou sempre a olhar
para o seu ecrã em busca de mensagens que sempre chegam e ainda bem que chegam.
as tuas mensagens deixam-me tão bem, e muitas das vezes eu esqueço que existe
distância entre nós. sabes amor, eu sei que um dia vai mudar. tudo muda, tudo
acaba, tudo se perde. e a distância é tão ruim, ela atrapalha tudo, ela
deixa-me perdida. quando tu dizes que vais cuidar de mim até ao final da tua
vida, eu tento acreditar, mas há algo em mim que diz que isso vai acabar logo,
acho que esse amor que tu dizes sentir não é forte o suficiente para durar uma
vida. eu gosto de saber que sou a primeira pessoa em que tu pensas quando
acordas, e a última quando vais dormir, isso é óptimo, mas eu não posso-me
iludir, eu não quero viciar-me em ti, eu não posso. acho que nunca fui tão
insegura com outra pessoa. e quando acabar? e quando tu vires que é demais para
mim? quando tu encontrares outra que esteja aí, perto de ti e que te dê mais
carinho, mais atenção, e que te possa abraçar, como é que eu fico nessa situação?
quem me vai acordar com um amo-te, mesmo que seja por mensagem? quem me vai
dizer que não consegue dormir porque está a pensar em mim? eu estou-me a viciar
em ti e a ficar muito mal acostumada. tu mimas-me demais, tu dás-me carinho,
mesmo com a distância tu confortas-me, a tua voz acalma-me. eu queria muito que
isto durasse para sempre, mas nunca dura, sempre acaba. tudo o que é bom, dura
pouco e eu não queria-te perder nem agora, nem depois, eu não quero perder-te
nunca, mas é preciso, só não acaba o que não começa. mas diz-me, como é que eu
vou conseguir acostumar-me novamente sem ti? antes eu vivia sem ti, não sabia
que tu existias, pensei que um rapaz como tu, era só no meu mundo, mas depois
quando te conheci, eu vi que aquele rapaz com quem eu sonhava todas as noites
existia. aquele que cuidava de mim assim como tu. e diz-me como é que eu vou
ficar sem ti agora, sabendo que aquele rapaz dos meus sonhos, aquele que é a
única pessoa que consegue fazer-me tão feliz existe, e que ele és tu? nunca mais
sonhei com esse rapaz, acho que é por já o ter encontrado e agora estar com
medo de o perder. desculpa ser tão fraca, sei que não foi assim que eu
demonstrei ser, mas tu deixas-me fraca pelo facto de fazeres-me tão bem, e de
um dia poder-te perder. é tão lindo o jeito que tu brigas comigo, é lindo o
jeito que tu cuidas de mim, nunca ninguém tinha feito isso antes, e acho que
nunca fará, por isso mesmo o medo de te perder, porque tu me acostumaste com
muitas coisas que talvez mais ninguém poderá fazer quando tu resolveres voar
mais alto, e me deixares. se um dia tu resolveres ir amor, eu não te vou
culpar, as pessoas fazem sempre isso comigo, por isso tento-me conformar antes
que aconteça. eu tento-me preparar para o final assim mesmo que começa. não
adianta dizeres-me que vai ser para sempre, o para sempre é muito tempo e tu
não irás conseguir passa-lo com uma pessoa fria e medrosa como eu. eu não gosto
de me apaixonar, eu não gosto de pensar numa pessoa durante 24 horas, eu não
gosto de depender de ninguém, não é por seres tu, não é que amar-te seja ruim,
é que amar é ruim, seja qualquer pessoa, amar continua a ser um castigo, bem,
para mim é. a minha mãe preparou-me para o amor, se uma coisa começa óptima,
para mim continuaria óptima, diferente do amor que no começo é uma perfeição,
princesa para cá, bebé para lá, sem brigas, mas depois algumas coisas mudam,
pode ser que nem sempre mude, mas na maioria das vezes elas mudam, ainda para
mais num amor à distância em que tempos depois a carência fala mais alto. talvez
nada mude, continue a mesma coisa, talvez um dia nos encontramos e vivemos
felizes para sempre, vá, eu tenho que poupar este discurso mentiroso, eu não
consigo acreditar nisto, eu não consigo acreditar em felizes para sempre, eu sei
que contigo tudo é diferente, eu não tenho medo de te mostrar o meu lado doce e
meigo com medo que tu pises em mim, eu confio em ti mas .. mas nada, talvez
amar tenha as suas qualidades. eu mudo de ideias rápido, não porque as minhas
teorias são fracas, mas porque assim que reconheço o meu erro procuro
consertá-lo o mais rápido possível. algumas pessoas vivem a dizer para eu
desistir que isto só me fará sofrer, mas pensando bem, essas pessoas que dizem
isso tanto fazem na minha vida, não são nada, e para elas falarem disso tanto
faz, também é da boca para fora, se fosse realmente um conselho queriam alguma
coisa em troca. já os meus amigos, refiro-me aos verdadeiros, aqueles em que a
nossa dor é a deles, os que se atiram da ponte connosco, e não os que saem a
correr para pedir ajuda, esses mesmo, falam-me para entrar de cabeça, viver
esse amor, essa paixão que eu ainda não sei o que é, e se por acaso eu me
decepcionar, sofrer ou algo do género, eles estarão ao meu lado, aconteça o que
acontecer, a dividir a dor para que eu não tenha que vive-la sozinha. sabes meu
amor, começo a achar que devo atirar esse medo para bem longe, e tentar viver esta
paixão enquanto ela existir e se acabar eu vou ter pessoas que me irão confortar,
e se durar nós aprendemos a conviver com os defeitos um do outro e
completamo-nos com as nossas diferenças, as mesmas que são muitas, tantas que
eu até tenho medo, mas acho que vai dar certo, quer dizer, eu não acho, eu quero
que dê certo e vou arriscar. eu nunca gostei de mentir ás pessoas, então quero
que saibas logo o meu pior defeito: que é magoar as pessoas com a realidade, é
a pura realidade que faz sofrer mais que qualquer mentira. eu tento sempre
abrir-te os olhos e preparar-te para o que pode vir a acontecer, mas sabes,
mesmo que não dê certo, eu não vou precisar de ficar a pensar como seria se eu
tivesse amado, porque eu amei, ou ainda vou amar, e em todos os momentos menos
bons que eu tiver, vou lembrar-me das vezes em que tu fizeste-me sorrir, que
são tantas, as tuas palhaçadas, os teus momentos estúpidos, e quando tentas ser
o maior idiota do mundo, só para fazeres-me feliz, só para fazer com que esta
paixão que está dentro de mim cresça ainda mais, eu sempre te disse que me
apaixono por idiotas e rapazes que me dão atenção, muita atenção, e tu fazes-me
isso e a falar disso, vou aproveitar e agradecer-te tudo o que fizeste por mim,
porque até com mais de 1000 km de distância tu consegues fazer com que a minha
vida seja melhor, neste momento eu já desisti da ideia de desistir de ti, isto
até que é engraçado, porque sempre que eu me lembro do quanto tu me fazes
feliz, eu penso que vale a pena investir neste romance sem sentido em que estamos
a viver, mas nem sempre eu lembro-me apenas desses momentos, e perder-te seria
como perder a noção de como viver, então por favor, não me faças perder a minha
vida por ti, se me amas dá-me vida, dá-me razões, e nunca me faças perde-las,
nunca me dês motivos para desistir, a única coisa que eu preciso é de motivos
para viver. eu preciso tanto do teu beijo, do teu abraço, eu preciso tanto de
ti aqui comigo, agora e sempre, mas eu não tenho, talvez eu nunca venha a ter,
mas eu estou a apostar neste amor, quero ver se ele é capaz de vencer esta
dificuldade que acaba com o coração aos poucos. cansei de desistir no meio do
caminho, cansei de não lutar por medo de perder. as derrotas ensinam a viver, e
é disso que eu preciso, aprender a viver. tu fazes-me um bem incrível. todas as
vezes que eu te oiço ao telemóvel eu fico a imaginar o que tu estás a fazer,
quais os gestos que fazes quando dizes algumas palavras, eu presto atenção nos mínimos
detalhes da tua voz, e quando tu cantas para mim então, eu saio deste mundo, eu
imagino o teu sorriso todas as vezes que tu ris de alguma parvoíce que eu digo,
e por mais que eu reclame, eu amo os teus ciúmes, eu sei que isso te faz mal,
mas saber que existe uma pessoa que tem medo de me perder deixa-me com mais
vontade de existir. as coisas são sempre difíceis, mas eu sei que ainda hei de
aprender com isso. hoje tu disseste-me que tiveste um pesadelo, disseste que
estavas a perder-me, diz-me como é que eu vou aprender a viver sem ti? tu és
tudo o que eu sempre desejei, e só de pensar que um dia vai acabar eu sinto-me
mal .. aí estou eu novamente a falar em perda, acho que isso chega a ser uma
doença, mas seja o que Deus quiser. tudo o que eu tinha guardado em mim agora
está neste texto, e que este amor seja puro como uma criança que comete erros
sem a intenção de errar. eu quero que não tenho início, meio e fim, eu apenas
quero um início de um começo sem fim. e que este amor nos dê as forças
suficientes para superar todas as barreiras. eu amo-te.
eu acordei bem cedo naquele dia para ir para a escola,
lavei o meu rosto e olhei bem para aquela quase mulher. olhei e relembrei, de
todos os momentos que aquela rapariga que eu via através do espelho passou. eu
vi tudo o que ela já passou na vida, as decepções, as lágrimas, os sorrisos e
risadas. vi todas as pessoas que ela conheceu, que se apaixonou, amou e se
decepcionou. e senti como doeu. mas agora eram apenas lembranças, fatos que
ficaram para trás, no passado. não foi algo que tu choras e minutos depois
sorris, ela custou a sorrir. porque na verdade, ela nunca foi forte, os erros e
mágoas nunca a deixaram mais forte, pelo contrário, só a deixavam mais fraca,
mais frágil. essa rapariga que eu vi no espelho cantava no chuveiro e depois
enfardava-se de chocolate e doces. vi a rapariga comum que chorava com filmes
tristes. eu vi-me e chorei. chorei de pena, pobre era eu que só tinha assistido
a desilusões. chorei por orgulho, já que tanta coisa se passou e eu nem por
isso desisti. chorei porque não aguentei ver o estado que o meu coração estava.
quebrado, despedaçado. e acima de tudo, frio e vazio. mas aí eu sorri, porque
aquela era eu, e não pudia cair de novo, não nesta altura do campeonato, eu
tive que reacender o meu fogo. eu tive que sorrir e viver. era a única escolha,
o único jeito. a opção que restara.
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